O mercado imobiliário de Goiânia iniciou 2026 em ritmo acelerado. Levantamento apresentado pela Associação das Empresas do Mercado Imobiliário de Goiás (Ademi-GO), na tarde desta terça-feira (09), mostra que o volume de vendas de imóveis na capital cresceu 13% no primeiro trimestre do ano. O índice é três vezes superior à média nacional, que registrou alta de 4% no mesmo período.
O desempenho reforça a expectativa de mais um ano positivo para o setor, impulsionado pela demanda aquecida e pela valorização contínua dos imóveis. Segundo a entidade, o preço médio do metro quadrado em Goiânia praticamente dobrou na última década e continua em trajetória de crescimento.
Para o diretor de Pesquisas e Estatísticas da entidade, Credson Batista, o resultado ganha ainda mais relevância porque os primeiros meses do ano costumam registrar um ritmo menor de negociações. “O primeiro trimestre, via de regra, é o período com menor volume de vendas do ano. Quando começamos o ano vendendo mais do que no mesmo período do ano anterior, isso é um indicativo muito positivo de que 2026 tende a ser ainda melhor para o mercado imobiliário”, afirma.
Goiânia cresce acima da média do país
De acordo com Credson, o desempenho do mercado imobiliário goianiense está diretamente ligado ao crescimento econômico e populacional do Estado.
Goiás segue entre os estados que mais atraem migrantes no país, enquanto Goiânia se consolida cada vez mais como um polo regional de serviços, saúde, educação e negócios. “O Estado cresce acima da média nacional há duas décadas e Goiânia vem se tornando uma capital regional. Mais pessoas, mais investimentos e uma economia mais aquecida acabam refletindo diretamente na demanda por imóveis”, explica.
O presidente da Ademi-GO, Felipe Mellazo, também atribui o resultado ao fortalecimento da economia local e à qualidade de vida oferecida pela capital. “Goiânia tem se destacado nacionalmente. Temos uma cidade com boa infraestrutura, serviços de saúde, educação, segurança e qualidade de vida. Isso atrai moradores, investidores e empresas, fortalecendo o mercado imobiliário”, destacou.
Além do crescimento nas vendas, os dados apontam para a continuidade da valorização dos imóveis. No primeiro trimestre de 2026, o preço médio do metro quadrado registrou alta de 3,6% em relação ao mesmo período do ano passado.
Segundo Credson Batista, o dado é resultado tanto do aumento da procura quanto da pressão sobre os custos de produção da construção civil. “Goiânia vem apresentando uma valorização consistente há vários anos. A tendência é que esse comportamento continue, impulsionado pela demanda crescente e também pelo aumento dos custos de produção”, afirma.
O diretor lembra que fatores como a alta dos insumos, custos logísticos, escassez de mão de obra e mudanças regulatórias contribuem para pressionar os preços dos empreendimentos.
Perspectiva positiva para 2026
A expectativa da Ademi-GO é que o mercado mantenha o ritmo de crescimento ao longo dos próximos meses. Além do bom desempenho nas vendas, o setor também registrou aumento de 16% no número de unidades lançadas no primeiro trimestre em comparação com o mesmo período de 2025.
Outro fator que reforça o otimismo é a perspectiva de melhora gradual nas condições de crédito imobiliário, considerada fundamental para ampliar o acesso da população ao financiamento habitacional. “Os indicadores mostram um mercado saudável, com demanda consistente e perspectiva de continuidade da valorização. Tudo isso nos permite projetar um ano bastante positivo para o setor”, concluiu Credson.
Para Felipe Mellazo, o cenário favorece quem pretende adquirir um imóvel. “Quem está preparado financeiramente não deve esperar. Historicamente, Goiânia vem apresentando valorização consistente e as perspectivas para o mercado seguem positivas”, afirmou.